análise

Estudo com 96 mil URLs mostra o que faz a IA citar seu site, e llms.txt não está na lista

A SISTRIX comparou páginas citadas e não citadas pelo ChatGPT, pelo AI Mode e pelos AI Overviews do mesmo site. Índice, intertítulos, tabela e schema de artigo aparecem bem mais nas citadas. O llms.txt, não.

Redação Fofoca News24 OUT 20266 MIN
Mão humana e mão robótica quase se tocando sobre fundo azul, com as palavras SEO e GEO

A SISTRIX publicou em 22 de outubro um dos maiores estudos de GEO até agora: analisou 96.418 URLs de 17.380 domínios pra descobrir o que diferencia uma página citada pelo ChatGPT, pelo AI Mode e pelos AI Overviews do Google de uma página que a IA ignora. Resposta sem enrolação: estrutura organizada, schema de artigo e sinais de autoria ajudam; o famoso llms.txt não mostrou efeito nenhum.

O desenho do estudo é o que faz ele valer a leitura. Em vez de comparar sites diferentes, a SISTRIX colocou cada página citada lado a lado com uma página não citada do mesmo domínio e mediu 43 características de cada uma. Assim, a força da marca e a autoridade do site ficam iguais dos dois lados, e sobra o que muda na página. A base são 48.527 URLs citadas no índice de IA da própria SISTRIX, cerca de 16 mil por plataforma, coletadas no segundo trimestre de 2026.

96.418URLs de 17.380 domínios analisadas, com 43 características cada
2,1xmais citações pra páginas que reúnem muitas das características
10%das páginas citadas já cumprem boa parte da lista

O que apareceu mais nas páginas citadas

O número ao lado de cada item mostra quantas vezes mais aquela característica aparece na página citada do que na não citada do mesmo site:

Juntando tudo, páginas que reúnem muitas dessas características são citadas 2,1 vezes mais do que páginas pouco otimizadas. E só 10% das páginas citadas já cumprem boa parte da lista, ou seja, ainda tem muito espaço pra quem se mexer.

O que não fez diferença

O llms.txt, arquivo que muita agência andou vendendo como "o robots.txt da IA", não teve efeito mensurável: 11,7% das URLs citadas vinham de domínios com o arquivo, contra 14% no total de domínios. O resultado bate com um estudo da SE Ranking de novembro de 2025, que olhou cerca de 300 mil domínios e também não achou relação entre llms.txt e citação.

Outras coisas que não ajudaram: schema de Breadcrumb, HowTo e QAPage (efeito neutro), índice de legibilidade (sem diferença significativa) e schema de Product, que apareceu menos nas páginas citadas, principalmente nos AI Overviews. Pra lojas virtuais, a SISTRIX sugere criar uma área de conteúdo de orientação com schema Article, em vez de apostar só na página de produto.

Cada IA tem sua mania

No ChatGPT, título em forma de pergunta e tabela com cabeçalho se destacaram. No AI Mode, ganharam o índice e os cinco ou mais H2. Nos AI Overviews, o schema Article foi o sinal mais forte. Em sites editoriais, o índice e a data de atualização pesaram ainda mais. Ter o ano atual no título também apareceu forte, mas os próprios autores tratam isso como indício inicial, não conclusão.

O que fazer agora, na prática

Antes de sair mudando tudo: o estudo mostra correlação, não causa, e os próprios autores dizem isso. Os dados são da região DACH (Alemanha, Áustria e Suíça), não do Brasil, e não incluem Perplexity, Gemini nem Claude. O texto também não informa quais perguntas foram usadas pra gerar as respostas. Use como norte pra priorizar, não como receita garantida de citação.

Foca da Fofoca News reagindo à notícia Psiu: a IA gosta mesmo é de texto arrumadinho. O llms.txt ela nem olha.

Ouviu alguma coisa sobre esse assunto? A gente quer saber.

conta pra foca

Continua lendo