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ChatGPT manda menos de 1% do tráfego que o Google manda, mostra estudo com 100 sites

Análise de 12 meses de GA4 mostra que o Google orgânico ainda manda quase tudo, e outros dois levantamentos reunidos pelo Search Engine Roundtable apontam na mesma direção. Só que o visitante que vem do ChatGPT compra mais.

Redação Fofoca News23 OUT 20265 MIN
Mão humana e mão robótica quase se tocando sobre fundo azul, com as palavras SEO do lado humano e GEO do lado do robô

O ChatGPT enviou só 0,62% do volume de visitas que o Google orgânico mandou para os mesmos sites, segundo um estudo publicado em 21 de outubro pela consultora de SEO Marie Haynes. Ela analisou 12 meses de dados do GA4 de 100 sites de tamanhos variados, somando mais de 145 milhões de sessões. Somando todos os chatbots de IA, a conta sobe pra 0,73% do tráfego do Google orgânico. Sem enrolação: pra cada 100 visitas do Google, o ChatGPT trouxe menos de uma.

O título do artigo já entrega o tom: "GEO is a distraction" (GEO é uma distração). E a própria autora, que vinha apostando forte em otimização pra IA, escreveu: "We were wrong" ("Nós estávamos errados"). A conclusão dela é direta: "A busca por IA que está de fato mandando gente pras empresas hoje não é o ChatGPT. É o Google."

Os números que a foca separou

O estudo não fala só de volume. Ele também olha conversão, e aí a história fica mais interessante:

Não foi só um estudo

Na mesma semana, o Search Engine Roundtable juntou outros dois levantamentos que vão na mesma linha. Um relatório da agência britânica SEO Works aponta que a busca orgânica entregou 39 vezes mais tráfego que os assistentes de IA, e que, pra cada 100 conversões vindas do orgânico, a IA trouxe 3,2. Já Kevin Indig, da newsletter Growth Memo, analisou 12 sites e não conseguiu detectar tráfego direto pra páginas de cauda longa causado por IA, nem uma relação confiável entre visibilidade em IA e buscas de marca.

O que fazer agora, na prática

O que muda pra você

Se o seu chefe ou cliente está perguntando "e o GEO?", agora você tem número pra pôr na mesa. Isso não quer dizer ignorar a IA: quer dizer dosar o investimento de acordo com o que os seus dados mostram, e não com o que o LinkedIn está gritando.

Antes de sair mudando tudo: a própria Haynes chama a base de "meu pequeno conjunto de dados", e o artigo não detalha país, setores nem como cada site define conversão. Também não há recorte do Brasil. O relatório da SEO Works e a análise de Indig foram lidos aqui pelo resumo do Search Engine Roundtable, que não detalha a metodologia da SEO Works. E nenhum dos estudos mede ROI de GEO diretamente: eles medem tráfego e conversão.

Foca da Fofoca News reagindo à notícia Tanto barulho pra 0,62%? A foca vai continuar fazendo SEO, obrigada.

Ouviu alguma coisa sobre esse assunto? A gente quer saber.

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