No dia 4 de agosto, o ChatGPT começou a exibir os primeiros anúncios pra usuários brasileiros dos planos Free e Go, maiores de 18 anos. Dois dias depois, a OpenAI abriu o Ads Manager pra anunciantes brasileiros, e o que era promessa de roadmap virou linha de orçamento de verdade.

O Brasil entrou como oitavo mercado a receber o ChatGPT Ads, depois de Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul, com o México chegando na mesma leva. Quem assina os planos pagos (Plus, Pro, Business, Enterprise, Education) continua sem ver anúncio nenhum.

O formato é diferente do que o mercado já conhece: o anúncio aparece como um card rotulado "patrocinado" no final de uma resposta, sem se misturar ao texto gerado pela IA. Na prática, o anunciante não disputa atenção antes de uma opinião ser formada, como acontece no Google, ele aparece depois que a IA já respondeu e já citou fornecedores.

Os primeiros números do teste nos Estados Unidos animam: seis semanas depois do lançamento, o programa já somava US$ 100 milhões em receita anualizada, com mais de 600 anunciantes ativos. A meta declarada da OpenAI pra 2026 inteiro é US$ 2,5 bilhões em receita de publicidade.

Pra quem faz gestão de tráfego pago, a leitura mais útil não é só "surgiu mais um canal". É que o comprador, principalmente em compras B2B, cada vez mais chega até a marca depois de uma resposta de IA que já organizou o mercado e citou concorrentes, antes mesmo de ver qualquer anúncio tradicional.

"Google, Meta e agora o ChatGPT, o tabuleiro de mídia mudou de vez."

Ouviu alguma coisa sobre esse assunto? A gente quer saber.

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